VIVER A ESPIRITUALIDADE DIOCESANA

VIVER A ESPIRITUALIDADE DIOCESANA

 

Reverendos Padres.

A espiritualidade diocesana se desenvolve completamente a volta da mensagem e da pessoa de Cristo e da acção do Espírito Santo. Isto significa que a espiritualidade diocesana se fundamenta e se exprime no amor a Cristo, na vontade de tê-Lo presente e activo aqui e agora e na disponibilidade para acolher, concretizar e testemunhar a acção do Espírito Santo. A origem do ministério ordenado é a fé, como resposta pessoal a Cristo que nos amou e deu a vida por nós (GI 2, 20).

Os presbiteros são “consagrados de modo particular a Deus pela recepção da Ordem, se tornaram instrumentos vivos do sacerdócio eterno de Cristo, para poderem continuar pelos tempos fora a sua obra admirável” (cf. PO 12). Ora, daqui deriva o dever de tender a uma sempre maior santidade.

“Na actual fase da vida da Igreja e sociedade, os presbiteros são chamados a viver com profundidade o seu ministério. Eles se comprometem nas diversas tarefas de apostolado que exigem generosidade e dedicação completa, preparação intelectual, e sobretudo, uma vida espiritual madura e profundamente radicada na caridade pastoral, que é o seu específico caminho de santidade e que constitui também um autêntico serviço aos fiéis no ministério pastoral” (Directório para o ministério e vida dos presbíteros, 34). O modo particular com que os presbíteros alcançam a santidade é exercitando os próprios ministérios com esforço sincero e infatigável no Espírito de Cristo. Os presbíteros são ordenados à perfeição de vida na virtude das mesmas acções sagradas que desenvolvem quotidianamente, como também de todo o seu ministério (cf. PO 12). Trata-se, portanto, de saber estar e viver um clima de vida de espiritualidade intensa”, dedicação definitiva à Igreja particular e florescimento de uma autêntica abertura missionária (cf. PDV 59).

Estar com o Senhor significa tomar a atitude dos apóstolos de Cristo, permanecer unidos ao Senhor para a pregação e o exercicio do ministério, contanto que, seja a potência do Senhor a actuar e a salvar através deles (Mc 16, 20). Não devemos esquecer que o bom pastor da Igreja é o Senhor, isto é, Cristo ressuscitado (Jo 10, 11; Heb 13, 20; 1 Pd 2, 25; 5, 4). É claro que a dedicação do presbitero à Igreja se expressa de modo qualitativo, numa sintese entre a fidelidade aos compromissos assumidos e a própria experiência pessoal: a virtude, a vida litúrgica quotidiana, os exercicios espirituais, os retiros mensais, os momentos de oração, as relações de ajuda, as visitas aos pobres, a confissão e a direcção espiritual, etc. É necessário criar e recriar com responsabilidade as condições para que não faltem nunca espaços de interioridade e santidade (Eclesia de eucaristia, 39).

Portanto, vivei a espiritualidade diocesana com Cristo, mestre e bom pastor.

  1. Claúdio dalla Zuanna, Arcebispo da Beira